A Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo realizou na última semana um encontro com as Superintendências Federais de Agricultura para alinhar estrategicamente as ações, visando a boa execução das políticas para a agricultura familiar. O evento teve rodadas de apresentações e debates sobre as políticas públicas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, apresentou cada uma das quatro estratégias do governo federal para a agricultura brasileira, até 2023. Os eixos principais são: Agricultura Sustentável, Governança Fundiária, Defesa Agropecuária e Pesquisa e Inovação Agropecuária. 

“O primeiro grande eixo se chama Agricultura Sustentável. Para nós, não existe uma agricultura sem ser sustentável. Produzir com sustentabilidade será a principal identidade da agricultura brasileira. E estamos falando no sentido amplo, na sustentabilidade ambiental, social, econômica e na garantia da preservação do solo, da água e das florestas”, destacou.

Segundo Schwanke, os três pilares fundamentais para o desenvolvimento da agricultura familiar no país são: oferta de crédito, prestação de assistência técnica e medidas para aumentar o acesso aos mercados. “Muitas vezes, por exemplo, acaba se concedendo crédito, mas, sem assistência técnica, esse produtor naufraga. Então, nós temos que ter uma política sempre alicerçada neste tripé”, avaliou.    

Encontro

A iniciativa reuniu aproximadamente 100 profissionais, entre os quais estavam representantes das 27 Superintendências Federais de Agricultura (SFAs) e das Secretarias de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) e de Política Agrícola (SPA), todas vinculadas ao Mapa.

Durante a programação, foram apresentadas a estrutura administrativa da SAF e as políticas desenvolvidas pelos quatro departamentos que compõem a pasta, que são: Cooperativismo e Acesso a Mercados; Desenvolvimento Comunitário; Gestão do Crédito Fundiário e Estruturação Produtiva.

Schwanke ressaltou a necessidade do encontro para promover uma maior integração. “É extremamente importante essa aproximação da nossa Secretaria, departamentos e diretores, com as Superintendências do Mapa, que estão lá na ponta, sentindo a realidade do dia a dia, onde as coisas realmente acontecem”.  

Debate

Durante quatro dias de encontro, os participantes puderam ampliar o conhecimento e tirar dúvidas sobre os Programas Bioeconomia Brasil, Residência Profissional Agrícola, Terra Brasil e Dom Helder Câmara, Agronordeste e Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf).          

Para a superintendente do Mapa no Rio de Janeiro, Renata Briata, a apresentação das atribuições da SAF foi um momento importante do evento. “Nesse sentido, o encontro trouxe informações preciosas a respeito das novas competências, desafios e oportunidades que o Ministério terá pela frente. Também trouxe informações de quais programas já estão rodando, seus gargalos, e deu a oportunidade dos chefes e superintendentes tirarem dúvidas com os coordenadores e diretores das áreas”, destacou.      

Outro ponto alto para Briata foi a troca de conhecimentos. “Este encontro nos possibilitou compartilhar experiências, conhecer práticas, esclarecer dúvidas, reconhecer problemas em outras Superintendências e fazer contatos para futuras trocas de informação e aprimoramento técnico”, disse.

Na oportunidade, também foram abordados temas relacionados ao crédito rural, implantação do Cadastro da Agricultura Familiar (CAD), Selo Combustível Social, Garantia Safra, Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), apoio à intercooperação, ações de formação cooperativista, estruturação da produção familiar e valorização da produção.        

À frente da Superintendência da Bahia, Paulo Emílio Torres considera que o evento foi construtivo para os participantes. “Ficou claro para todos nós que esse encontro promovido pela SAF teve um alinhamento de maneira muito positiva, pois nos deu a possibilidade de conhecer mais profundamente as políticas e perceber o quanto esta Secretaria é grandiosa. Na minha avaliação, foi um dos melhores encontros que eu já participei, no qual tive a condição de entender tecnicamente quais são os objetivos e metas que a SAF tem e a importância social que a Secretaria tem para o desenvolvimento do nosso país”, afirmou.         

Há oito anos na Divisão de Desenvolvimento Rural da Superintendência de Sergipe, André Pereira ressaltou que pela primeira vez participou de um encontro que reuniu em um mesmo espaço secretário e diretores do Mapa, superintendentes e chefes de divisões. “Isso nunca tinha acontecido e era muito difícil para nós nos estados interagirmos e agirmos, pois muitas vezes não conhecíamos completamente as políticas. Agora sim começamos a conhecer”.        

Ainda de acordo com André Pereira, existe a necessidade da realização de novos encontros. “Espero que esta seja apenas a primeira reunião e não pare aqui, que continue acontecendo. A ideia de realizar encontros regionais é fantástica”, sugeriu. 

O encontro também possibilitou aos participantes a apresentação de demandas que serão trabalhadas pelo Mapa. Entre as principais solicitações estão a realização de capacitações com os técnicos das SFAs, além de iniciativas capazes de aprimorar os canais de comunicação entre o Mapa, as Secretarias e as Superintendências, como a realização de reuniões periódicas por videoconferência.

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