O Tesouro Nacional apresentou, nesta quarta-feira (25/3), o Resultado Mensal da Dívida Pública referente ao mês de fevereiro. Em entrevista coletiva virtual, a equipe do Tesouro Nacional apresentou uma análise sobre a atual conjuntura e os resultados do mês.

“Em função das emissões dos últimos anos, o Tesouro está em situação confortável de caixa para fazer frente às suas necessidades, incluindo as atuações extraordinárias”, destacou o coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Luiz Fernando Alves.

“O Tesouro continuará atuando por prazo indeterminado sempre que observar disfuncionalidade em qualquer segmento da curva de juros”, reforçou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital.

Emissões e Resgates

Em fevereiro, as emissões da Dívida Pública Federal (DPF) corresponderam a R$ 42,89 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 22,73 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 20,16 bilhões. Desse total, R$ 20,52 bilhões são referentes ao resgate líquido da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), e R$ 360 milhões, ao resgate líquido da Dívida Pública Federal externa (DPFe).

Estoque

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) aumentou R$ 51,41 bilhões, alta de 1,22% em termos nominais em relação a janeiro, encerrando o período em R$ 4,28 trilhões.

A DPMFi teve seu estoque ampliado em 1,05%, passando de R$ 4,05 trilhões em janeiro para R$ 4,09 trilhões em fevereiro, devido à emissão líquida de R$ 20,52 bilhões e pela apropriação positiva de juros de R$ 21,97 bilhões.

Já o estoque da DPFe teve elevação de 5,23% sobre janeiro, encerrando fevereiro em R$ 181,07 bilhões (US$ 40,25 bilhões). Foram R$ 164,18 bilhões (US$ 36,49 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 16,89 bilhões (US$ 3,76 bilhões) relativos à dívida contratual.

Custo médio

O custo médio acumulado nos últimos doze meses da DPF caiu de 9,20% ao ano, em janeiro, para 9,12% ao ano, em fevereiro. O custo médio acumulado em doze meses da DPMFi também diminuiu, passando de 8,72% ao ano, em janeiro, para 8,50% ao ano, em fevereiro.

O custo médio da dívida externa (DPFe) registrou um aumento no período, passando de 21,96% ao ano, em janeiro, para 25,41% ao ano, em fevereiro. Isso principalmente, devido à apreciação do dólar em relação ao real de 5,36%, em fevereiro de 2020, contra uma apreciação de 2,37% ocorrida no mesmo período do ano anterior.

 

Detentores

O estoque de Fundos de Investimento (FI) apresentou elevação, passando de R$ 1.093,42 bilhão, em janeiro, para R$ 1.104,34 bilhão, em fevereiro. A participação relativa do grupo FI caiu para 26,94%. O grupo Previdência, por sua vez, reduziu seu estoque em R$ 4,73 bilhões, atingindo R$ 1.009,51 bilhão no mês. Assim, a participação relativa passou de 25% para 24,62%.

As Instituições Financeiras aumentaram o estoque, passando de R$ 962,07 bilhões para R$ 990,86 bilhões no período. Os não-residentes apresentaram aumento de R$ 6,35 bilhões no estoque, aumentando a participação relativa desse grupo de 10,89% para 10,93%. O grupo Governo apresentou participação relativa de 4,04% em fevereiro e o estoque das Seguradoras encerrou o mês em R$ 161,71 bilhões.

Um destaque: os não-residentes possuem 91,11% de sua carteira em títulos prefixados, enquanto a carteira da Previdência é composta de 55,84% de títulos vinculados a índices de preços.

Programa Tesouro Direto

O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 58,79 bilhões em fevereiro, uma redução de 0,84% em relação a janeiro. As emissões atingiram R$ 1,39 bilhão no mês passado, enquanto os resgates corresponderam a R$ 2,35 bilhões, o que resultou em resgate líquido de R$ 960,55 milhões. O título mais demandado pelos investidores foi o Tesouro Selic, que respondeu por 54,82% do montante vendido.

No mês passado, 217.056 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto. O total de investidores cadastrados chegou a 6.162.853, o que representa um incremento de 71,65% em relação ao mesmo mês do ano anterior.