Mulheres ribeirinhas, quilombolas e vítimas de violência doméstica vão ganhar uma nova oportunidade de qualificação profissional. O Ministério da Educação (MEC), por meio dos institutos federais, vai ofertar 5,4 mil vagas de cursos de formação profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade social. As vagas vão ser disponibilizadas em quatro estados do País, entre eles, Amapá, Rondônia, Maranhão e Minas Gerais. Os cursos vão ser ministrados de acordo com a necessidade educacional e econômica de cada região e estado.

De acordo com o secretário de Educação Profissional e Tecnologia do MEC, Ariosto Culau, a medida vai reinserir essas mulheres no mercado de trabalho. “É apenas o primeiro passo para que a gente possa oferecer a essas mulheres uma nova alternativa de formação e uma oportunidade de vida e de fortalecimento da sua capacidade de geração de renda”, afirmou.

Já para a senhora Maria Dalva de Oliveira, 59 anos, que já realizou o curso técnico de alimentos no Instituto Federal do Amapá (Ifap), a capacitação foi importante para oportunidades profissionais. “Eu aprendi o que é alimento, como armazenar, tanto seco, industrializado, como também na hora de comprar. Esse curso me trouxe um leque de muitas novidades”, disse.

Vagas

Amapá (AP)

No estado, serão ofertadas 520 vagas no Instituto Federal do Amapá (Ifap). São cursos de microempreendedora individual, operadora de resíduos sólidos, promotora de vendas e operadora de máquinas e resíduos agrícolas.

Minas Gerais (MG)

Em Minas Gerais, 1.800 vagas estarão disponíveis para as mulheres em situação de vulnerabilidade social. Entre eles, os cursos de copeira, costureira, cuidadora de idosos, depiladora, garçonete, informática etc.

Rondônia (RO)

O Instituto Federal de Rondônia (IFRO) vai oferecer 600 vagas para os cursos de cuidadora infantil, de idosos, padeira, esteticista facial, maquiadora e operadora de processamento de pescado.

Maranhão (MA)

E o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) tem 2.490 vagas para cursos de auxiliar administrativo, operador de pescado, balconista de farmácia, entre outras opções.

As turmas terão início a partir deste mês e seguem até a primeira quinzena de maio de 2020. A expectativa do Ministério da Educação é de que a iniciativa dos Institutos Federais seja expandida para outras regiões menos desenvolvidas do País.

 

Com informações do Ministério da Educação e da Voz do Brasil