Os alunos de universidades e centros tecnológicos vão receber aulas temporárias a distância. Nesta semana, o Ministério da Educação (MEC) autorizou que as instituições de cursos presenciais forneçam as disciplinas por meios de tecnologia de informação e comunicação, como vídeos aulas. Com isso, os alunos com aulas em andamento não vão sofrer com perda de conteúdo.  A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e faz parte do leque de ações de combate ao novo coronavírus.

A modalidade de ensino a distância autorizada pelo MEC é válida para o sistema federal de ensino, composto pelas universidades federais, pelos institutos federais, pelo Colégio Pedro II, pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), Instituto Benjamin Constant (IBC) e pelas universidades e faculdades privadas.

Com o prazo de 30 dias, o período das aulas ministradas a distância ainda pode ser prorrogado pelo MEC. A prorrogação vai depender das orientações de órgãos de saúde estaduais, municipais e distrital. As instituições que optarem pela substituição de aulas precisam entrar em contato com o ministério em até 15 dias.

A nova recomendação não pode ser aplicada aos cursos de medicina e às práticas profissionais de estágios e laboratórios dos demais cursos. 

Comitê de emergência

As atividades por meio do ensino a distância é uma das primeiras ações tomadas pelo Comitê Operativo de Emergência do MEC.  O grupo foi criado para minimizar os efeitos do coronavírus no ambiente de ensino superior e tecnológico.

Durante a primeira reunião do grupo formado por especialistas da área de ensino, foi aprovada a liberação de R$ 450 milhões do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para escolas comprarem itens como álcool gel, sabão e papel higiênico. Na ocasião, foi apresentada uma plataforma de monitoramento do coronavírus em instituições de ensino.

Com informações do Ministério da Educação