O Consórcio dos hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e da Universidade de São Paulo recebeu autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para iniciar testes clínicos com plasma sanguíneo de pessoas já recuperadas do coronavírus em pacientes graves.

 

Nesta semana, os pesquisadores começam a coletar o plasma sanguíneo de pessoas que foram curadas. A previsão é que em duas semanas tenham início os testes em cerca de 100 pacientes em estado grave. O uso do plasma para tratamento já foi utilizado nos casos mais graves do coronavírus na China e também no tratamento da Sars – Síndrome Respiratória Aguda Grave, em 2003.

 

O diretor do banco de sangue do hospital Sírio Libanês, Silvano Wendel, explicou como é o procedimento. Mas Silvano alerta que o tratamento não é milagroso e que tudo está em fase de testes, por isso não representa uma garantia de cura. Os testes serão feitos em pacientes que já estão entubados ou em vias de uso do respirador mecânico. O sucesso desse tratamento em pacientes graves pode ajudar a desafogar as UTIs.

 

Em nota técnica, a Anvisa alerta que ainda não há evidências científicas conclusivas sobre a eficácia do tratamento de plasma sanguíneo de convalescente para a Covid-19, e que o teste deve ser usado em protocolos de pesquisa clínica, com os devidos cuidados. Diz ainda a nota que as transfusões são geralmente seguras e bem toleradas pela maioria dos pacientes. Mas, que esses procedimentos podem causar reações alérgicas e outros eventos adversos.

 

Por isso é necessário o suporte de médicos e equipes especializadas em hematologia para a prevenção, detecção e manejo em caso de reações.