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Hoje é o Dia do Atleta Paralímpico, e amanhã tem Festival Loterias Caixa em todo o país

O Festival Paralímpico Loterias Caixa 2023 chega à segunda edição neste sábado, 23, e vai proporcionar atividades que simulam modalidades paralímpicas para crianças e jovens, com e sem deficiências, em 118 localidades nas 27 unidades federativas do Brasil. Até a manhã desta sexta-feira, 22, véspera do evento, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio de sua Diretoria de Desenvolvimento Esportivo, havia registrado cerca de 17 mil inscrições. Os interessados ainda podem se inscrever, gratuitamente, por meio deste link.

Organizado pelo CPB desde 2018, com exceção a 2020, por causa da pandemia de coronavírus, o Festival promove uma experimentação esportiva lúdica e inclusiva, sendo que até 20% do público podem ser compostos por crianças e jovens sem deficiências. Além disso, também celebra duas datas marcantes para o Movimento Paralímpico: o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado na quinta-feira, 21, e o Dia Nacional do Atleta Paralímpico, celebrado nesta sexta-feira, 22.

Outro objetivo do evento é abrir as portas para as crianças no alto rendimento. Inclusive, jovens que já participaram do Festival em anos anteriores, atualmente, integram Seleções Brasileiras de base de diversas modalidades, como são os casos da nadadora Alessandra Oliveira, 15, o jogador de futebol de cegos Cristian Rofino, 11, e o velocista Tiago Paixão, 17, que compete na petra (triciclo utilizado por paralisados cerebrais).

“Queremos mostrar às crianças com deficiências, aos professores e aos municípios que todos podem fazer atividades físicas. Além disso, provocar, nos jovens, o interesse por uma modalidade por meio do Festival. Depois de participarem do evento, eles poderão procurar um dos nossos Centros de Referência e iniciar uma rotina esportiva. É assim que formamos e descobrimos novos talentos para o paradesporto nacional”, disse Ramon Pereira, diretor de Desenvolvimento Esportivo do CPB, referindo-se ao projeto do Comitê que aproveita espaços esportivos para a prática de modalidades paralímpicas, desde a base até o alto rendimento, em todo o Brasil.

A nadadora paulista Alessandra Oliveira vai participar pela quinta vez do Festival, mas, agora, em uma função diferente. Será uma voluntária no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. “Quando entrei no Movimento Paralímpico, tive contato com pessoas que me inspiraram. Agora, eu sou a inspiração para as crianças. Antes de começar na natação, eu era muito tímida. Não gostava de falar com ninguém e nem de tirar fotos. Hoje, eu sou uma pessoa mais comunicativa e devo isso ao Festival, que foi o começo de tudo”, disse a atleta, que tem amputação parcial nos dois membros superiores e inferiores por causa de uma vasculite, inflamação dos vasos sanguíneos, contraída aos quatro anos de idade.

Aluna da Escola Paralímpica de Esportes do CPB, projeto voltado para a iniciação esportiva de jovens, Alessandra já representou o Brasil na Gymnasiade, Olimpíada do Desporto Escolar. Faturou o bronze nos 50m peito durante a competição realizada no Rio de Janeiro, em agosto passado. Já no início deste mês, atingiu índices para os Jogos Parapan-Americanos de Santiago, Chile, que ocorrerão em novembro. No entanto, a sua participação no evento continental ainda não está assegurada. Assim como os outros nadadores, Alessandra deverá esperar a convocação, que será feita nas próximas semanas.

De maneira inédita, o Festival terá duas edições em 2023. A primeira, realizada em maio, reuniu mais de 21 mil participantes e foi considerada o recorde do evento. Há cinco anos, em sua estreia, foram 48 locais com a participação de mais de 7 mil crianças. Em 2019, o evento teve 70 sedes e recebeu mais de 10 mil inscritos. No ano seguinte, a ação foi cancelada devido à pandemia de Covid-19 e retornou em 2021, com 8 mil participantes em 70 núcleos.